segunda-feira, 30 de julho de 2012

Eu Acredito no Amanhã

Até Pouco Tempo Eu Não Acreditava na Vida
A Morte Para Mim Parecia Ser a Única Saída
O Cárcere da Angústia Escancarava
A Ferida Ainda Não Cicatrizada
E o Valente Sem Alma As Flechas Fincava
Em Meu Corpo Que Pelo Chão Se Arrastava
E Minha Voz Enfraquecida Ainda Soluçava
O Desespero Em Uma Nota Embargada
Até Pouco Tempo Eu Não Acreditava
No Sentimento Impresso Em Uma Lágrima
Onde Eu Posso Sentar-me e Atentamente Observar
O Nascer De Um Novo Dia
Até Que O Novo Mudou a Minha Perspectiva
Onde Posso Sorrir Sem Disfarçar a Minha Alegria
Alegria de Acreditar na Vida,
Vida Onde o Fim Não É o Fim,
O Fim É Sim o Amanhã Que Se Inicia.

A Ele o Meu Louvor

Ao Que Foi Revelado o Braço do Senhor
Ao Que Plantou Uma Semente Em Uma Terra Seca
Ao Que Não Tinha Aparência, Nem Formosura,
Ao Que Nenhuma Beleza Tinha
Ao Que Foi Desprezado Mesmo Exalando Amor
Ao Que Foi Rejeitado Mesmo Servindo Um Real Sacerdócio
Ao Que Se Fez Pecado, Ao Que Se Fez Homem de Dores
Ao Que Tomou Sobre Si As Nossas Enfermidades
Ao Que Nossas Dores Levou Sobre Si
Ao Que Foi Transpassado, Ao Que Foi Moído
Ao Que Se Fez Castigo, Castigo Que Nos Traz a Paz,
Paz Que Estava Com Ele
Ao Que Foi Ferido Para Sarar As Minhas Feridas,
Ao Que Nele Fomos Sarados
Ao Que Foi Oprimido, Ao Que Foi Humilhado
Ao Cordeiro Santo Preso Aos Cravos e ao Madeiro
Ao Que Se Fez Ovelha Muda Enquanto Caminhava Para a Morte,
Ao Que Fez da Sua Morte a Minha Vida,
Minha Vida A Ele, A Ele o Meu Louvor.